terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sou gente

Não sou especial
Nem deficiente
Não fale mole
Não me trate diferente
Por que sou eu o devagar
Se você não me entende ?
Eu aprenderia melhor
Se o mundo fosse Consciente
Não me ignore
Sou gente

Me ensine
Não me poupe
Me explica
Não me esconda
Se atente
Mas não me estranhe
Me proteja
Mas não me prenda

Me cative
Me corrija
Me crie
Mas não me faça
Diferente
Sou gente

(Carol Quinteiro)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Desisti
De insistir
Em viver
Sobrevivendo

Antes
Pular alto
E cair
No abismo
Que tropeçar
Em remendo

(Carol Quinteiro)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Essa tal de Arte

O que é arte ?
Um pensamento
A parte
Confuso
Excêntrico
Uma outra
Realidade

Modo de ataque ?
Ou bandeira branca ?
Realidade ?
De quem ?
De onde ?
Qual verdade ?

Liberdade?
Expressão ?
Ou obrigação ?

Busca
Maquiavélica
Incessante
Por aceitação

(Carol Quinteiro)

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sou Pantaneiro

Sou boiadeiro
Berrantero
Sertanejo

Sou gaiteiro
Violeiro
Sou farreiro

Me emociono
Com sertanejo
Pé de Serra

Sou amante
De churrasco
De tereré

Sou pescador
Laçador
E cantador

Sou devoto
Da Mãe Aparecida
Eu sou Caipira

Sou gente fina
De chapéu
E de botina

Sou Pantaneiro

(Carol Quinteiro)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ela

Ela tem voz
De anjo
Jeitinho doce
E calmo
Delicada como
Bailarina

Com uma dose
De desastre
Gritos e
Gargalhadas
E um rio
Cafeína

(Carol Quinteiro)

domingo, 3 de setembro de 2017

Fita Amarela

Só por hoje
Tente não desistir
Só por hoje
Se dê outra chance
Só por hoje
Tente outra vez sorrir

Só por hoje
Prepare um chá
Só por hoje
Me deixa te ouvir
Só por hoje
Não ligue pra nada
Só por hoje
Confia em mim

Só por hoje
Não apresse o fim.

(Carol Quinteiro)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sinais

Carrego sinais
No pescoço
No pulso
Nas mãos
Para me lembrar
Das marcas
Do meu coração

Trago tais sinais
Pra que o mundo veja
Não pertenço a ele
E para nunca esquecer
De não me acomodar nele

Não, meu lugar é outro
Sou Filha do Rei
Herdeira de um Reino
Nem tão distante
Mas eterno

Fui escolhida
No orfanato
Um vale de lágrimas
Para onde escolhi
Jamais voltar

Mas para melhor agradar
Aquele que se fez meu Pai
Trabalho noite e dia
Esperando ele chegar

Ah, quando ele chegar...
Será que estarei pronta ?
Reviso minha mala
Todo dia, tentando esvaziar
Pois Ele avisou
Nada poderei levar...

E quando ele me adotou
Pos-me no Exército!
Sim, Exército !
Não é castigo
É honra !
É aqui que estão todos
Toda a Geração
Todos meus irmãos
E vamos em busca
Busca incessante
Por novatos...

Sim, a família é grande
Cada dia um novo irmão !
E vivemos a base de Pão !
Oh, sim, maravilhoso Pão...

E continuamos a marcha
Faces e peitos ungidos
Óleo de guerreiro
Óleo sagrado
Óleo da tradição

Batalhas ?
Ora, claro
Escolhidas a dedo
Pra cada guerreiro
Vitória a vitória
Tombo a tombo
Enfrentamos
Caímos
Vencemos
Crescemos...

Falando assim
Até parecemos grandes...
Não se engane
Cada cabeça
Já se coloriu
Com o negro da cinzas
Para nos lembrar
Que somos pó
E ao pó voltaremos

A marca do Pó
Talvez o mais
Importante Sinal
Carregado pelos Escolhidos...

(Carol Quinteiro)