segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Aquela Menina

Sou aquela
Menina quieta
Que se torna
A mais tagarela

Sou aquela
Menina tímida
Até estar à vontade
Para ser ela

Sou aquela
Menina sincera
Ama abraço
Bem apertado

Sou aquela
Menina desastrada
Desajeitada
Cai, derruba
E dá gargalhada

Sou aquela
Que nunca chora
Mas se chorar
Favor abraçar

                     (Carol Quinteiro)


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Sobre a Água

Quem diz que
Água não tem cheiro
Nunca deveras
Dançou na chuva
Brincou na beira do rio
Caminhou na praia
Ou penteou os cabelos
Dentro do box do chuveiro
Depois de um banho aquentado

Quem diz que
Água não tem sabor
Não matou a sede de verão
Ou a melhor de todas
Depois comer um doce bom
Nunca provou o salobra do interior
Ou experimentou a alegria
Do tereré, mate ou chimarrão

Quem diz que
Água não tem cor
Terá parado para ver o mar ?
Adimirou uma cachoeira ou gruta ?
Ou se dado ao luxo
De soprar bolinhas de sabão ?

Mas de todas as qualidades
A minha predileta
Seja no rio ou na chuva
No banho ou na praia
Da água eu gosto mesmo
É do som !

                 (Carol Quinteiro)


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Amizade (II)

Das formas de amor
Julgo a mais interessante
Por que não inusitada
Essa tal de amizade

Compromisso descompromissado
Carinho cativado
Desapego apegado
Proteção e cuidado

É abraço apertado
Ombro seguro
Conselho bem dado
Irmão escolhido
Riso solto
Segredo guardado

           (Carol Quinteiro)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ataquismo

Vivo de ataque
De choro
De riso
De chatisse
De bobeira
De tédio
De hiperatividade
De silêncio
Ou cantoria

Assim mesmo
Sem ordem
Sem regra
Sem sentido
Ou motivo

Ser normal ?
É chato

                 (Carol Quinteiro)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Menina

Ah, menina
Não cresceu
Só o corpo
Ou o cabelo
Cresceu você
Por inteiro
Mas o sorriso
Ah, esse sim
Parece o mesmo

O motivo
Talvez, diferente
Mas com certeza
A beleza
É mesma
De menina
Sincera
Inocente

       (Carol Quinteiro)

domingo, 20 de novembro de 2016

Descombinando

Ela exatas
Ele humanas
Ela Toddy
Ele Nescau
Ela dia
Ele noite
Ela verão
Ele inverno

E no fim
Eles eram assim
Tão inversos
Tão complexos
Tão completos

Eles combinam
Descombinando

                      (Carol Quinteiro)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lápis

Lápis
Querido amigo
Mano velho
Fiel companheiro

Me conhece bem
Bom ouvinte
As vezes conselheiro
Me entende bem

De letra em letra
De som em som
De rima em rima
De verso em verso

Deu vida as minhas histórias
Conheceu minhas angústias
Desenhou meus versos
Deu cor as minhas rimas

Traduziu meus sentimentos
Refez minhas lembranças
Conduziu emoções
E traduziu meus mistérios

                                                (Carol Quinteiro)